sexta-feira, 1 de maio de 2020

Se você fosse um escravo, você fugiria?

Imagine só.... o ano é 1700 e não sei que dia.... 1800 e pouco...
Você foi retirado da sua casa... apanhou... foi arrastado, humilhado.... vendido em um porto...
Passou por uma viagem que só poderia se comparar a um pesadelo.
Então foi novamente vendido em outro continente.
Te colocaram para trabalhar em um plantação de café, de cana, algodão, sei lá.

Sua vida se resume a acordar, trabalhar o tempo todo, ser mal-tratado, desrespeitado, isso tudo em outra língua e, dia após dia, você não consegue melhorar sua situação, nem devagar que fosse. Só se aproxima da morte. Sua rotina é cansativa, você recebe sua alimentação e vive estafado.
Cansado.
Sem propósito.
Realmente cansado.

Pense bem: Você fugiria?

Fugiria mesmo?

Olha só o tanto de argumentos que você e os outros à sua volta te dariam para deixar tudo como está:

1- é trabalhoso;

2- todo mundo está na mesma;

3- vai fazer o que com a liberdade quando estiver no meio do mato passando fome?

4- pode dar errado;

5- o feitor de escravos vai te perseguir;

6- você pode ficar doente em algum local isolado;

7- pode se ferir;

8- se é tão fácil, por que então todo mundo não faz isso?

9- deixe de ser sonhador;

10- Isso é conversa de vagabundo;

11- e os meus preferidos: "mas e se vier um óvni, durante uma crise, e estourar a 3a guerra mundial e vc tiver lepra, e aí depois isso, e aquilo... e aquilo outro... e zás e zás..."

Rapaz...
Veja, as pessoas à nossa volta tem muito o comportamento de caranguejo no balde, em especial no Brasil. Apenas observe: basta qualquer um surgir com uma nova idéia de negócio, um novo projeto, uma idéia.... não sei, uma idéia de construção de uma casa por exemplo; o que acontece?
Todo mundo, todo mundo, absolutamente TODO MUNDO à volta do cidadão começa a desencorajá-lo, a aparecer com mil e um argumentos de que tudo vai dar errado.
Não acredita? Faça o teste.
Chegue para a sua família e diga: vou construir uma casa;
você irá escutar:
a) mas pedreiro não faz nada direito
b) a prefeitura não vai deixar. E a escritura? e o licenciamento?
c) e o dinheiro?
d) etc
e) etc

ou diga que irá estudar 1 ano no exterior.
você irá escutar:
a) mas e seu trabalho aqui?
b) ah, o Donald Trump não vai deixar
c) e se você ficar doente?
etc
etc
etc

Bem, já viu onde quero chegar, né?
Agora pense: onde chega um ser humano sem nenhum encorajamento? Quem irá se manter em um projeto de Independência Financeira por 10, 15 ou 20 anos sem nenhum incentivo?
Veja, não é fácil:
vamos lá:
a) você irá viver abaixo do que poderia;
b) terá que ficar escolhendo ativos, gerenciando passivos;
c) irá escutar de muita gente que você é pão duro pra pior;
d) terá um imposto de renda um tanto mais trabalhoso;
e) terá todo tipo de argumento contrário ao que você quer fazer;
f) algumas coisas vão dar errado no meio do caminho.

Eu creio que a comparação do cidadão que busca a IF com o escravo que quer fugir foi bem óbvia;

E claro, depois de você chegar longe e atingir seus objetivos, aí choverão elogios;

O problema é que não temos encorajamento nenhum durante o processo.
Veja, o processo para abandonar a fazenda é muito difícil. Afinal, além da rotina normal, você terá que gastar energia se planejando;
terá que investir energia e recursos nas suas ferramentas;
energia e recursos nos seus estoques;
e terá um esforço imenso em NÃO ouvir os pessimistas de plantão.
Terá que se manter no plano por uma ou duas décadas. Meu amigo, fácil não é;
Eu evito compartilhar meus planos com os outros porque sei que uma palavra de encorajamento é coisa muito rara quando o assunto é independência financeira. O normal é a pessoas te carimbarem como sonhador, vagabundo ou doido. Vai por mim.

Em terra de cego, quem tem olho é tido como doido. 

Então, caro amigo, eu reforço aqui: você concluiu que quer isso? Quer mesmo? Pois não tem problema você escolher o caminho que todo o resto escolhe. Você pode sim ficar na fazenda até morrer.
Agora, se esta idéia te causa repulsa, arrepios e um embrulho no estômago, você está no mesmo time que eu. Bora trabalhar quietinho, escondidinho, e pacientemente abandonar a fazenda de algodão.
A vida não pode ser só isso.

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