domingo, 26 de abril de 2020

Riqueza

Afinal, o que é ser rico?
É ter um milhão de reais?
Um milhão de dólares?
10 quilos de ouro escondidos num cofre enterrado a 20m de profundidade?
Será que ser rico é ter um emprego de alto executivo de multinacional, faturando bônus milionários, proprietário de iate, membro do iate clube, com um imóvel em Miami, uma esposa escultural, filhos poliglotas matriculados nos colégios mais caros e quem sabe, ter o sonho dos milionários: um jatinho?
Eu digo que, para mim, o conceito de riqueza é diferente. Riqueza não é dinheiro no banco, propriedades ou status. Ter um carrão que quase ninguém consegue pagar, tampouco. Afinal, geralmente o executivo citado passa o dia preocupado com as metas na empresa, passeia no seu iate no máximo duas vezes ao ano, mal se lembra de como é o imóvel em Miami, mal vê a esposa linda e os filhos. Ele é mais escravo das corporações do que nós meros mortais. Quem é mais rico? Quem come nos restaurantes mais caros, ou quem passa mais tempo com a família?
-“Ah, mas isso é papo de perdedor”, o caro leitor pode estar pensando. Papo de perdedor ou não, reveja suas prioridades. Vale a pena sacrificar a saúde e o convívio com a família em nome do status? Pois como qualquer ser provido de bom-senso sabe, um iate parado na marina não dá prazer a ninguém, assim como ficar num carrão de 200 cavalos parado no trânsito não é tão melhor assim do que ficar parado no trânsito em um carro popular.
Vamos aos fatos: quem compra coisas caras que fazem exatamente a mesma coisa que coisas mais em conta (carros caros, roupas caras, relógios caros...), o faz pelo status. O faz para suprir uma insegurança sobre o que os outros vão pensar dele.
E na modesta opinião deste autor, capital é para nos tornar livres, e não escravos. Afinal, a gente não consegue comprar mais tempo.
Capital é para que você consiga o suficiente para viver bem sem ser escravo do trabalho. Se você for capaz de fazer isso com menos de 1 milhão de reais, melhor para você!
Por isso minha idéia fixa é ficar rico, mas rico de verdade. É poder passar tempo com a família, passear, e ter mais tempo para si mesmo. É não obedecer a chefe. É não ter que se preocupar com dívida. É passar o tempo planejando a próxima viagem, e não ficar preocupado com a promoção na empresa que nunca chegará. É não ter que me preocupar com chefe, com meta de empresa, com MBA, especialização e reuniões infrutíferas e intermináveis. E claro, aproveitar a vida agora, pois só existe uma.
Sem consumismo.
Sem trocar de celular só porque saiu um modelo novo.
Não penso em comprar um carro que vale metade de uma casa. Um carro é pra te levar do ponto A ao ponto B. Claro, se tiver ar, direção e som te dará mais conforto. Mas se preocupar com o que os outros vão pensar, ou em impressionar as marias-gasolina, é imaturidade. Enfim, desejo a independência financeira. Por isso, sempre que eu utilizar a palavra “riqueza”, ou “rico”, estarei pensando em uma pessoa que não precisa trabalhar, e não numa pessoa que viva no luxo, comprando vinhos caros, carros caros e sabe-se lá mais o que.

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